Bitter Melon no Tratamento da Síndrome Metabólica

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Diabetes, obesidade e síndrome metabólica estão se tornando endêmicos nos países desenvolvidos e em desenvolvimento nos últimos anos. Por este motivo, medicamentos complementares e alternativos têm sido criados e utilizados para o tratamento dessas doenças. Entre esses, o chamado bitter melon vem apresentando grande eficácia no tratamento da síndrome metabólica.

Veja neste artigo mais informações sobre o uso do bitter melon, também conhecido como melão amargo, e seus benefícios.

O Bitter Melon no Tratamento da Síndrome Metabólica

O melão amargo é amplamente utilizado na alimentação diária em Bangladesh e em vários outros países da Ásia.

O extrato retirado do fruto apresenta forte atividade antioxidante e hipoglicemiante em condições experimentais in vivo e in vitro. Uma avaliação científica recente dos extratos vegetais também mostrou potencial benefício terapêutico na disfunção metabólica relacionada à diabetes e à obesidade em animais experimentais e estudos clínicos.

Estes efeitos benéficos são mediados provavelmente pela indução da expressão de genes que metabolizam lipídios e gorduras.

Usos Medicinais do Melão Amargo

O melão amargo é um arbusto cultivado principalmente em Bangladesh, Índia, China e Coreia. A planta também cresce em áreas tropicais da Amazônia, África Oriental e Caribe. Pertence à família Cucurbitaceae e o nome científico é Momordica charantia.

Frutos de melão amargo são tomados como vegetais culinários em países da Ásia e no subcontinente indiano. Também é usado como uma planta medicinal tradicional para o tratamento de várias doenças em países que estão em desenvolvimento como Brasil, China, Colômbia, Cuba, Gana, Haiti, Índia, México, Malásia, Nicarágua, Panamá e Peru.

Recentes explorações científicas nesta planta elucidaram o potencial efeito biológico em estudos animais e clínicos. Além de seu potencial antibacteriano e atividades antivirais, os extratos de melão amargo também são eficazes no tratamento do câncer, úlcera, dor e inflamação, dislipidemia e hipertensão.

Momordica charantia também contém compostos químicos biologicamente ativos, como glicosídeos, saponinas, alcalóides, óleos fixos, triterpenos, proteínas e esteróides. Vários outros constituintes químicos biologicamente ativos foram até agora isolados de diferentes partes da planta incluindo as folhas, a polpa da fruta e as sementes.

Efeito do Melão Amargo no Peso Corporal e Disfunção Metabólica

O extrato de melão amargo mostrou benefícios na perda de peso corporal e na melhor distribuição de gordura. Vários relatórios investigacionais sugerem que o melão amargo pode reduzir o peso corporal na obesidade induzida por dieta rica em gordura em animais de laboratório.

A suplementação de melão amargo (0,75% da dieta) preveniu significativamente o ganho de peso corporal e a massa gorda visceral. Esta redução de peso pode ser um resultado do aumento da oxidação de ácidos graxos que, em última análise, facilita a redução de peso.

Além disso, a suplementação com extrato de melão amargo reduziu a deposição de gordura peritoneal em dieta hiperlipídica. Em outro estudo, o melão amargo diminuiu significativamente os pesos de tecido adiposo, gordura visceral e os níveis de leptina e resistina adiposa em uma dieta rica em gordura.

Efeito do Melão Amargo na Diabetes

As atividades biológicas relatadas principalmente de melão amargo são o efeito sobre o diabetes e a hiperglicemia. A melhora da condição hiperglicêmica em animais experimentais pelos extratos de M. charantia tem muitos mecanismos plausíveis:

  • Prevenção da absorção de glicose no trato digestivo;
  • Aumento da captação de glicose pelos tecidos;
  • Aumento do metabolismo da glicose;
  • Aumentar a ação semelhante à insulina e estimular as células beta pancreáticas.

Além destes efeitos, M. charantia também demonstrou melhorar a sensibilidade da insulina na hiperinsulinemia. A suplementação de melão amargo melhorou a resistência à insulina e reduziu a insulina e leptina sérica em dieta rica em gordura.

Efeito do Bitter Melon na Hipertensão Arterial

Hipertensão e disfunção vascular são dois distúrbios metabólicos que ocorrem durante a progressão da obesidade e da síndrome metabólica É possível observar que a maioria das pessoas obesas desenvolve pressão moderada a alta.

Extrato aquoso da planta normalizou de forma dependente a hipertensão em ratos hipertensos sensíveis ao sal de Dahl, provavelmente por mecanismos de ação mediados pela acetilcolina. Além disso, os extratos vegetais também reduziram as atividades da enzima conversora da angiotensina, substância fortemente ligada à hipertensão arterial.

Atividade Antioxidante do Melão Amargo

O melão amargo apresentou potentes atividades antioxidantes tanto in vitro quanto in vivo. Vários pesquisadores relataram a atividade antioxidante de diferentes partes da planta, das folhas aos frutos. Extratos aquosos e metanólicos de melão amargo mostraram aumento na atividade quelante de metais, preveniram a peroxidação lipídica e inibiram a geração de radicais livres.

Uso do Melão Amargo – Bitter Melon no Tratamento da Síndrome Metabólica

Até o momento, M. charantia tem sido extensivamente estudado em todo o mundo por suas propriedades medicinais no tratamento de várias doenças como diabetes, dislipidemia, obesidade e certos tipos de câncer.

Outras pesquisas também são defendidas para investigar o efeito de diferentes doses de melão amargo na insuficiência cardíaca diabética e na hipertensão, tanto em animais como em pacientes com diabetes, obesidade e complicações cardiovasculares.

A recomendação é conversar com o seu médico antes de iniciar qualquer tipo de suplementação – inclusive do melão amargo. Até mesmo os produtos naturais podem ter contraindicações e devem ter sua dose ajustada conforme o biotipo do paciente.

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Categories : Alimentação Estilo de Vida Inflamações Obesidade Saúde Cardíaca

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