Acetil L-Carnitina no Tratamento da Dor Neuropática Periférica

Acetil L-Carnitina no Tratamento da Dor Neuropática Periférica

Para indivíduos com diabetes mellitus, uma das condições crônicas mais comuns envolve a neuropatia periférica diabética, um tipo de lesão nervosa que causa dor, dormência e disfunção sensorial ou motora em quase 50% de todos os pacientes. Os sintomas podem incluir dor aguda, formigamento, sensação de queimação ou sensibilidade exagerada ao toque.

Embora a maioria dos tratamentos atuais sejam incapazes de alcançar uma redução completa da dor neuropática, estudos clínicos apoiam o uso da acetil L-carnitina no tratamento da dor neuropática periférica, como um promissor agente terapêutico nos pacientes com diabetes. Neste artigo, saiba mais sobre o mecanismo de ação da acetil L-carnitina (ALC) e como aproveitar os seus benefícios.

Acetil L-Carnitina no Tratamento da Dor Neuropática Periférica – Mecanismo de Ação

Um número crescente de estudos relataram um padrão de deficiência de ALC em pacientes com neuropatia periférica. Estes estudos sugerem que o ALC é seguro e eficaz, superando o placebo na redução da dor neuropática relacionada à diabetes.

A suplementação ajuda a corrigir as condições associadas à neuropatia diabética, como a produção anormal de energia nos nervos e a oxidação desordenada de ácidos graxos. Este nutriente é considerado um cofator que facilita o metabolismo de ácidos graxos na mitocôndria – a unidade geradora de energia dentro de cada célula. Essa sua capacidade faz com que o ALC seja útil na redução da resistência à insulina, o que ajuda a melhorar os sintomas da neuropatia causada pela diabetes.

Acetil L-Carnitina Vs. Metilcobalamina

As diretrizes atuais de tratamento apoiam o uso de metilcobalamina, um derivado metilado da vitamina B12, pois este nutriente também demonstra eficácia em melhorar a condução nervosa e reduzir a dor neuropática. Em 2016, pesquisadores na China realizaram um estudo comparativo avaliando a eficácia e segurança de acetil L-carnitina vs. metilcobalamina no tratamento de neuropatia periférica diabética.

O estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo envolveu um total de 232 pacientes diabéticos (com idade entre 18 e 70 anos) com diagnóstico de neuropatia periférica diabética e apresentando velocidade de condução nervosa anormal em pelo menos um nervo dos membros.

Os pacientes foram divididos em dois grupos para receber ALC (500 mg) ou metilcobalamina (0,5 mg) três vezes ao dia por 24 semanas. O relato dos sintomas de neuropatia e de incapacidade de neuropatia foram administrados, para avaliar as alterações na neuropatia desde o início até a semana 24. Mudanças na velocidade de condução nervosa e amplitude também foram avaliadas no início e no seguimento como uma medida neurofisiológica da neuropatia periférica diabética.

Os resultados indicaram que na semana 24, ambos os grupos apresentaram redução significativa em ambos os placares de sintomas de neuropatia, com a velocidade de condução nervosa e amplitude de todos os nervos motores e sensoriais investigados apresentando melhora a partir do início do tratamento.

No geral, os resultados demonstram que o acetil L-carnitina é comparável a metilcobalamina, a medicação atual recomendada para o tratamento da diabetes, na melhoria dos sintomas de neuropatia periférica diabética. Embora ainda sejam necessários mais ensaios clínicos com períodos de acompanhamento de longo prazo, este nutriente parece ser uma opção de potencial tratamento segura, bem tolerada e eficaz.

Se você apresenta os sintomas de dor neuropática diabética, converse com o seu médico sobre a possibilidade de suplementação da acetil L-carnitina.

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Categories : Diabetes Saúde Cardíaca

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